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Lucro e Preconceito

Redação Por Duran | 04/01/2018


Hoje eu vim falar de uma coisa muito ruim que é o preconceito, uma coisa horrível que, infelizmente, ainda é uma realidade para muitos. Como homem, hétero e branco, posso dizer que praticamente não vivi isso, a única coisa que já me causou problemas foi ser homem com cabelo grande, mas é algo que eu considero leve em comparação ao que vejo por aí. Por conta dessa falta de entendimento em relação ao preconceito, já me desculpo de forma adiantada por qualquer besteira que eu possa falar e peço que aos que discordarem do que eu falar, se sintam livres para expor suas ideias.

Nada dá mais raiva do que um caso de preconceito, certo? É horrível e odiamos quando alguém compactua com isso e amamos quando pessoas e empresas importantes se posicionam contra o preconceito, né? Ouso a dizer que essa é uma verdade, mas é uma verdade que me assusta.
Imagino que você, leitor, já deve estar se perguntando como isso pode me assustar. É simples, me pego pensando em quantas entidades públicas realmente se posicionam contra o preconceito e quantas esperam apenas lucrar com a situação, se passando por defensor das minorias.

A imagem que ilustra essa postagem é de um caso não muito antigo, onde, em um ato de preconceito racial, atiraram uma banana para o jogador de futebol, Daniel Alves, que é negro, de forma a dar a entender que ele era um macaco. Situação deprimente e que causou comoção na internet e gerou a hashtag "#SomosTodosMacacos". Essa comoção toda foi algo maravilhoso, mas para alguns foi jogada de marketing. Um belo exemplo disso foi um apresentador de televisão global que resolveu utilizar a "#SomosTodosMacacos" para vender camisas de sua marca.

É muito legal que se posicionem contra o preconceito, mas é certo lucrar com isso? Podem dizer que ele estava utilizando uma mensagem contra o preconceito, mas só existe mensagem contra o preconceito porque antes teve um ato de preconceito. O que me impede de afirmar que o caso de preconceito contra o Daniel Alves foi lucrativo para o apresentador global? Nada.

Vejam bem, não estou dizendo que pessoa X ou empresa Y agiu de má fé, são preconceituosas ou qualquer coisa parecida. Peguei um fato e utilizei para embasar o meu pensamento, mas isso não quer dizer que o alvo central desse fato é uma pessoa ruim. Ele pode ser uma pessoa que procura dinheiro acima de qualquer coisa ou pode ser uma pessoa ingênua que quis ajudar, não estou apontando dedo e dizendo que alguém é culpado. Mas é um fato que, as vezes, através de ações anti-preconceito, o preconceito se torna uma fonte de renda para algumas pessoas e deixo aqui meu questionamento: Isso é certo?
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