Home » » A Saga de Doctor Who

A Saga de Doctor Who

Redação Por Duran | 08/05/2017

Sim, eu ainda estou vivo, embora estágio, faculdade, vida pessoal, séries, jogos, animes, HQs, mangás e outras coisas tenham tido mais de minha atenção do que esse blog. No quesito séries, uma tem se destacado bastante na minha vida, que é Doctor Who. Depois de assistir nove temporadas (e agora a décima) e um spin-off (Torchwood) da série atual, resolvi me aventurar na saga clássica da história, que começa em 1963.

Fanart incrível feita por Quirkilicious.
Se você tem intenções de se aprofundar no universo de Doctor Who, assim como eu, vou ser um camarada e te avisar que não é algo simples. É preciso ter disposição para encarar o inicio da série (atualmente estou no final da terceira temporada), onde os episódios estão em baixa qualidade, preto e branco e em alguns casos (poucos durante as temporadas 1,2 e 6, muitos nas temporadas 3, 4 e 5, nulos da 7ª em diante) episódios foram perdidos e foram feitas reconstruções usando imagens da época e alguns efeitos especiais e em alguns poucos casos foram feitas animações, de todas as formas, o áudio original continua lá.

Para quem resolveu ler até aqui mesmo sem saber nada sobre Doctor Who, adianto que é uma série onde o personagem principal (Doctor) se regenera quando está próximo de morrer e adquire visual e personalidade totalmente novos, peculiaridade que permite a existência da franquia a mais de 50 anos, nos apresentando um total de 13 Doctors diferentes (7 na série clássica de 1963, 1 no filme de 1996 e mais 5 na série atual de 2005).

E se engana quem pensa que a série de 2005 ignora tudo o que aconteceu no filme e no clássico. É até possível  entender o que se passa, uma vez que a companhia do Doctor (mais conhecida como companion) faz o papel do telespectador que precisa de uma explicação para o que está acontecendo. Mesmo assim, cada vez mais eu descubro coisas no clássico que seriam ótimas de se ter conhecimento quando eu vi a atual.

O mais incrível de se ver os episódios de 63, é ver o quanto o Doctor evoluiu. Muitas vezes podemos ver um personagem que também não está entendendo o que está acontecendo a sua volta, que as vezes se destaca menos que os seus companions e mesmo com centenas ou até milênios de anos atrás dos Doctors atuais, ainda são igualmente interessantes (só posso afirmar sobre o primeiro, mas acredito que os outros sejam igualmente cativantes), cada um com suas próprias manias. O Doutor do William Hartnell, por exemplo, tem uma mania que eu adoro de terminar todas as perguntas com um "hum?", como se quisesse reafirmá-las.

First Doctor satisfeito pelo sucesso em se esconder em uma carcaça de Dalek (maiores inimigos do Doctor até hoje).
Como eu já disse antes, o que permitiu que a série vivesse por tanto tempo é que todos os atores, inclusive os principais, podem ser substituídos. Sempre acontece de você se apegar a um personagem e de repente ele ter que ir embora por algum motivo (ou morrer) ou amar um Doctor e o mesmo acabar regenerando, se tornando uma pessoa completamente diferente. É como viver um Game of Thrones (Grey's Anatomy também, segundo relatos) de 50 anos, onde você nunca sabe quando vão embora e sempre sente falta dos personagens (menos da Clara, nesse caso fiquei feliz de ter saído). É irônico que o fator que permita a série viver tanto também seja o que causa mais tristeza.

Enfim, Doctor Who é uma série na qual eu ficarei preso por um bom tempo. Tendo que ver mais 23 temporadas do clássico, episódios semanais do atual e alguns spin-offs, creio que terei sorte se eu terminar tudo isso ainda esse ano, mas vai valer cada segundo gasto de minha vida, de forma que fica registrada aqui a minha relação com a série.

Terminar a postagem com minha cena preferida, do meu Doctor preferido (12º).

SHARE