Redes Sociais
Estou aqui para mais uma coluna e devo confessar, que cada vez parece mais difícil produzir algo para este quadro, exceto quando sou pego por um pouco de inspiração e as vezes escrevo vários textos de uma vez só, mas por hora, esse não é o caso. Porém, mesmo assim, encontrei um assunto do qual gostaria de falar, que basicamente é uma mensagem dizendo que devemos sair de nossas rotinas.


Seria bastante hipócrita escrever um texto sobre quebra de rotina sem criar uma em minha vida, mas resolvi arriscar coisas novas (pronto, dei um jeito de o texto ao título), começando por uma faculdade de administração que já terei iniciado quando esse texto for ao ar (embora ainda pretenda fazer jornalismo no futuro), seguido das compras de uma webcam e do Nerd Loot atual, com isso quero dizer que o canal do youtube deve ganhar uma movimentada, inclusive com a unbox do Nerd Loot, se a webcam chegar primeiro e, por fim, colei os pôsteres (me coço para não colocar "posters", mas vou tentar seguir o português) em minha parede, o que é a mais singela das mudanças.

Agora que já aproveitei o tema da coluna para contar um pouco da minha vida e apresentar prováveis novidades que estão para chegar no Pausa Pro Intervalo, vou voltar a direcionar esse texto para você, meu caro leito, e dizer o porquê dessa mudança de rotina ser algo bom e que eu recomendo a todos

Atualmente eu já nem acho que rotina seja algo ruim, não deve-se deixar de fazer coisas legais só para quebrar rotina, por outro lado, experimentar coisas novas pode ser muito bom, sentir um prazer novo, se animar com algo que nunca tinha acontecido antes é levemente mais prazeroso do que algo que já é rotina. Não, eu não concordo com Barney Stinson (How I Met Your Mother) e acho que "novo é sempre melhor", mas nesse caso o novo, indiscutivelmente, soma, te dá novas possibilidades e provavelmente vai ser uma animação não muito esperada, o que é bom.

Se você não faz ideia do que fazer para incrementar sua vida, tente coisas pequenas, como colar pôsteres em sua parede, visitar um restaurante novo (se vocês, por algum motivo, ainda não foram ao Subway, eu recomendo), ou quem sabe começar um blog e escrever seus textos para que o mundo toda possa ver, tem uns doidos que fazem isso.

Apesar de não escrever esse episódio da coluna por uma inspiração anterior, ela chegou enquanto eu redigia-o, de forma que se tornou um texto realmente agradável para mim. No episódio anterior, embora o texto fosse sincero, não me agradou e nesse caso, é provável que não tenha agradado ninguém, por isso eu peço desculpas, mas a coluna deve se manter firme.

Por fim, eu pergunto: Vocês estão se arriscando? O que fizeram para sair da rotina ultimamente? Acham que sair da rotina realmente é uma boa ideia? Deixe um comentário com suas respostas e qualquer coisa sobre o texto, sua participação é sempre uma soma no conteúdo do Pausa Pro Intervalo.
Hoje eu vou falar de um jogo que ganhou muita atenção por ter sido lançado em 2010 para Mega Drive (não, não está escrito errado, ele foi lançado em 2010 para um console de 16 bits), que é o Pier Solar and the Great Architects, porém eu vou falar da versão para PC, que saiu em 2014 e tem a opção HD (além da 16 bits).


Na pequenina cidade Reja, vive Hoston, nosso protagonista, que tinha uma vida tranquila até que seu pai, Rudy, contraiu uma doença e estava cada dia mais fraco. Com o estado de Rudy cada vez pior, Hoston decide ir à uma caverna buscar uma erva medicinal que poderia melhorar o estado de seu pai e assegurar que ele se mantivesse bem até que um médico pudesse tratá-lo adequadamente. Porém Hoston não vai sozinha até à perigosa caverna, se juntam ao nosso jovem Alina e Edessot, seus melhores amigos e assim, os três, vivem grandes aventuras.

Os gráficos do jogo são uma mistura de retrô com um belo HD (dá para ver na imagem), com os cenários todos refeitos desde a sua versão original, o jogo mantém os sprites originais dos personagens, existindo a opção chamada "HD+", onde esses sprites antigos ganham uma espécie de filtro para deixá-lo mais arredondados (porém não simpatizo com isso).

As músicas seguem o mesmo esquema que os gráficos, foram todas refeitas para o jogo e estão belíssimas, porém é possível alternar para as versões antigas das músicas, que estavam presentes no Pier Solar original de Mega Drive, dando a possibilidade de misturar gráficos em HD com músicas da versão antiga ou as músicas da versão HD com os gráficos 16 bits (além poder usar música e gráficos de determinadas versões ao mesmo tempo).

Se tem uma coisa que eu sempre odiei em RPG, é o fato de precisar ficar trocando personagem do grupo e alguns ficando de lado, sempre odiei ter que escolher um grupo. Em Pier Solar não precisei passar por isso, todos os personagens da party entram em batalha (party que pode chegar até à 5 membros), o que deixa o jogo bem frenético.

O sistema de batalhas já é o clássico de turnos (que eu adoro), que além de ataques normais e magias, conta com um sistema de charge (carregar) e quanto maior sua barra de charge (que vai até 5), maior a força do seu ataque, além de algumas magias ou golpes demandarem um determinado nível de charge.

Uma crítica negativa que ouvi do jogo foi que ele é linear demais, ou seja, só tem uma coisa para fazer. Isso é bem verdade, ele até possui quests alternativas interessantes, mas são poucas e tirando isso, você é quase que obrigado a seguir o roteiro, normalmente não é possível nem voltar para às áreas anteriores a sua atual.

Uma coisa interessante, é que além do modo história, o jogo também conta com alguns mini games que precisam ser desbloqueados durante o jogo, alguns desse mini games possuem até multiplayer e geralmente são joguinhos bobos no estilo Mario Party, só que mais simples (como regar sementes de melancia e colhê-las). Mas tem mini games que são completamente desumanos, o "chão ensaboado", na minha opinião, é infinitamente mais difícil do que o jogo principal, que na minha opinião, é bem fácil.

Bem, é um RPG maravilhoso com uma história que eu curti muito jogar, além de ser repleto de referências e estar totalmente em português (devido ao fato de um de seus criadores ser brasileiro) e obviamente eu recomendo demais que todos joguem, mas agora deixarei uns vídeos do jogo.




E como bônus, um vídeo do mini game "chão ensaboado" sendo completado de forma que dê a conquista mais difícil do jogo.

Hoje eu vou falar de um tipo de ser humano que me causa um pouco de repulsa, uma espécie de pessoa que se passa por legalzão, amigão mas aproveita cada oportunidade para tentar adiantar o seu lado, que seria o amigo urubu.


Para quem não sabe, urubus são animais necrófagos, ou seja, que se alimentam de restos orgânicos. Já o "amigo urubu" é aquela pessoa que quer se relacionar com alguém comprometido, se faz de confidente para essa pessoa, parece querer estar sempre disposto a ajudar, mas por trás torce pelo fim daquele relacionamento, qualquer discussão entre o casal que chegue aos seus ouvidos vira uma oportunidade de criticar o seu "rival".

O urubu vive da desgraça, vive da morte e torcer para que a mesma aconteça não é o seu limite, o fim do relacionamento é só uma barreira que foi destruída, agora ele tem mais possibilidades de ataque e uma vez que sua vítima esteja sozinha, ele não vai dar um tempo para à pessoa se recuperar do término, ele vai, na verdade, se aproveitar da carência em que a pessoa se encontra para tentar preencher essa lacuna que foi deixada por um ex.

A verdade, é que além de tudo isso, o urubu é um mau perdedor, porque caso ele não consiga nada com a pessoa, ele se lamenta para o mundo todo ver, dizendo que mulheres merecem ser tratadas mal, porque quando um cara legal, "como ele", gosta dela, ela não quer nada (bem parecido com os iludidos da friendzone) ou que homem é tudo igual e nenhum presta.

Se você é esse tipo de pessoa, por favor, pare! Você só torna a sociedade pior do que ela precisa ser. Se você gosta de alguém, beleza, mas não fique se fingindo de amiguinho de alguém com segundas intenções, deixe sua intenção clara logo de inicio ou nem tente nada.

Bem, esse foi um texto falando de um tipo de pessoa que me incomoda bastante, mas agora eu gostaria de saber, qual é o tipo de pessoa que te incomoda? Em sua vida, você já teve um "amigo urubu" ou conheceu alguém que teve? Como foi a experiência? Até a próxima.
Enquanto espero os últimos episódio de Preacher serem lançados, resolvi ver uma série da Netflix que estava criando bastante barulho nas redes sociais e como a maioria das séries da Netflix não me decepcionam resolvi dar uma olhada e assim começa a análise de Stranger Things.

Lucas Sinclair, Mike Wheeler e Dustin Henderson.

Tudo começa quando uma criança, Will Byers, desaparece sem deixar vestígios, fazendo com que sua mãe, irmão e amigos fiquem preocupados com o mesmo, fazendo de tudo para achá-lo. Porém o desaparecimento de Will começa a ficar envolto em mistério quando sua mãe acredita que ele está preso em algum lugar, ao mesmo tempo que é capaz de se comunicar.

Ao mesmo tempo, uma garotinha, que se apresenta como Eleven (Onze | 11) e revela poderes psíquicos, acaba se unindo aos amigos de Will e se abrigando no porão de um deles, Mike Wheeler, que aos poucos vai se afeiçoando à menina e por meio desta descobre que seu amigo, Will, se encontra numa espécie de "mundo do avesso" (algo bem parecido com o Dark World de The Legend of Zelda: A Link to the Past).

Stranger Things se passa nos anos 80 e com isso cria diversas referências ás coisas da época, como Dungeons & Dragons e Star Wars. Além disso, é possível notar diversas coisas que remetem ao passado, como mixtapes e pôsteres de filmes antigos (como Jaws/Tubarão), o que dá á série um tom de nostalgia agradável.

 Uma coisa interessante é que o elenco é forte e funciona bem. A história não foca só nas crianças com a missão de salvar Michael, ele se estende para os adolescentes, para os adultos e sem usá-los como encheção de linguiça (artifício do qual a série não utiliza ou utiliza bem pouco), mas sim como peças importantes da história.

A Netflix já me provou que sabe fazer séries (embora eu já tenha tido umas decepções) e essa é com certeza a melhor série original da Netflix (com essa afirmação eu excluo as séries da Marvel, que são baseadas em quadrinhos, embora Stranger Things seja igualmente boa ou melhor do que elas) e eu recomendo demais. Deixarei um trailer da série para terminar a análise.



O texto já estava totalmente feito e programado para ser postado quando a Netflix me fez recuperar a esperança no marketing brasileiro dela. Depois de um marketing tão ruim que me fez dropar (termo usado para deixar algo para lá) a série Orange is the New Black, o pessoal responsável por colocar Stranger Things na mídia provou que estão à altura da série, prova disso é esse vídeo maravilhoso que vou deixar aqui.


Não só achei o vídeo incrível, como pela primeira vez em meus 20 anos eu simpatizei com a Xuxa (sempre à achei chata), tenho certeza de que critiquei em alguns lugares a equipe de marketing da Netflix, mas acho que quando acertam, é necessário elogiar para mostrar que estão no caminho certo.
Se tem uma briga feia entre Brasil e Estados Unidos, é decidir quem criou o avião, para a maioria dos brasileiros foi Santos Dumont, enquanto para grande parte dos americanos, os irmãos Orville e Wilbur Wright merecem o crédito pela façanha. Durante a abertura da olimpíada que fez uma homenagem a Santos Dumont, a chama dessa briga queimou de novo, resultando em diversos americanos contestando a homenagem e pensando nisso eu resolvi fazer um novo quadro no Pausa Pro Intervalo, onde eu dou uma pesquisada sobre um assunto e compartilho o resultado dessas pesquisas com os leitores do blog.


Antes de tudo, queria deixar claro que vou falar de aviões (aeronave mais pesada do que o ar), se o assunto fosse "quem foi o primeiro a voar", eu diria com certeza que foi Santos Dumont, mas por quê? Simples, antes dos aviões, o brasileiro que já morava na França, já havia construído dirigíveis, sendo o seu primeiro criado em 1898 e batizado de N-1, porém foi apenas 3 anos depois, com o N-6, que Dumont ganhou reconhecimento ao ser campeão do Prêmio Deutsch, ao conseguir que seu dirigível saísse de Saint-Cloud, desse a volta na Torre Eifell e retornasse.

Cartão postal apresentando o N-6.

Porém quando o assunto chega nos aviões, tudo fica complicado. Mas vamos aos fatos que ambos os lados (defensores de Dumont ou defensores de Wright) concordam:

  1. Os irmãos Wright voaram em seu avião pela primeira vez em 1903.
  2. Santos Dumont voou em seu avião pela primeira vez em 1906, três anos após os irmãos Wright, porém com grande visibilidade na imprensa.

Ao bater o olho nessas afirmações, é comum pensar que a discussão está encerrada e os pais do avião são os americanos, mas existe muito mais coisa nessa história do que isso, o que à torna muito mais complicada.

Um dos principais pontos que devem ser ressaltados é que o voo dos irmãos quase não teve imprensa e teve bem menos visibilidade em relação ao de Dumont, porém é dito que isso se deve ao fato dos Wright buscarem a certeza de que poderiam realmente fazer daquilo uma patente antes de tornar tudo público, principalmente por medo de que outras pessoas pudessem roubar sua ideia.

Outro detalhe que é muita comentado quando o assunto são os irmãos, é que o avião deles precisava de trilhos para ganhar velocidade e decolar, embora isso seja somente um substituto das rodas. Porém, em 1904, os irmãos fizeram uma espécie da catapulta que aumentava a potência de seu avião, mas era possível voar sem a mesma e em 1905 foi feito um voo com cerca de trinta convidados que acreditavam ser boas testemunhas.

Um dos modelos do Flyer, avião criado pelos irmãos Wright.

No ano seguinte, o brasileiro realizou seu primeiro voo de avião para registro, o 14-Bis foi capaz de sair do chão sem ajuda externa, seja de uma catapulta ou de vento apropriado, de fato, voando por meios próprios.

14-Bis, o avião de Santos Dumont.
Em 1908, um novo modelo do Flyer foi capaz de ultrapassar 120 quilômetros no ar (enquanto o 14-Bis voou cerca de apenas 60 metros), porém o mesmo ainda utilizava de sua catapulta para impulsionar o voo, o que, considerando a velocidade, era uma ótimo acessório.

Acredito que o maior problema do Flyer, é o fato de só ser capaz de voar com o vento apropriado (segundo as fontes pesquisadas), a catapulta em si era só um multiplicador de potência, porém antes dela, houveram diversas falhas por causa de ventos ruins e se um avião precisa de vento para voar, ele não é um avião e sim uma pipa. Porém tudo muda com a catapulta (usada ainda antes do voo de Santos Dumont), acredito que os meios para fazer um avião voar pouco importam, uma vez que a aeronave cumpra com seu objetivo.

Quem é de fato o pai da aviação? Isso é impossível de se dizer com certeza, os sites americanos favorecem os Wright e os brasileiros favorecem Dumont. Acho que o título não deve ser dado a um só, os três foram gigantes se tratando de aviação, os três merecem créditos e serem lembrados, porque provavelmente os aviões só chegaram ao que são hoje por causa da contribuição não só do trio, mas de várias outras figuras como Clément Ader e Henri Farman.

Éole (Avion I) , o avião feito em 1890, por Clément Ader, porém sem evidência de sucesso.
Henri Farman dentro de seu avião, o Voisin.
Bom, esse foi o primeiro Pesquisando do Pausa Pro Intervalo, eu gostei muito de fazer porque tudo que eu sabia sobre isso é que os brasileiros tinham Santos Dumont como criador do avião e os americanos os irmãos Wright, nunca parei para ler sobre o assunto e agora que parei, foi delicioso, receber um novo conhecimento tão interessante quanto essa parte da história da aviação foi uma das coisas mais maravilhosas que fiz nos últimos dias e quando eu pensar em outro assunto interessantes eu com certeza farei outro Pesquisando (estou colocando com letra maiúscula porque é o nome do quadro).

Para finalizar, deixarei as fontes que utilizei para criar esse texto, caso queiram adicionar algo que não falei no texto, sintam-se livres para usar os comentários, eu vou ter o maior prazer em falar sobre o assunto e até pesquisar mais se for preciso.

Para quem não sabe, ambidestro é a pessoa que consegue utilizar as duas mãos/pés, ou seja, conseguem utilizar bem seu lado esquerdo e direito. Meu objetivo nesse texto é associar essa ideia de ser bom tanto com a direita quanto com a esquerda e aplicar na política (na verdade, isso é bom aplicar na vida).


Já chego para criar polêmica colocando a foto de dois opostos políticos, um de esquerda e outro de direita, ambos extremos em suas convicções políticas. O foco do texto, no entanto, não está nesses dois políticos (e em nenhum outro) e sim no eleitor. É muito comum uma pessoa que se considera de direita odiar o Jean Wyllys e uma pessoa que se considera de esquerda odiar o Jair Bolsonaro, isso sinceramente é normal e não chega a ser algo ruim, porém temos um problema muito sério quando desconsideramos TUDO que um fala só porque ele é o oposto de nossa ideologia, porque com isso podemos perder ideias no mínimo interessantes, que nos fazem pensar e talvez até ajudem a reafirmar nossa opinião contrária.

Agora parando de falar dos políticos, porque o foco realmente não são eles (embora tenham servido como um ótimo exemplo), essa mania de ignorar tudo que uma pessoa fala só por ter uma ideologia diferente serve entre os eleitores também. Muitas vezes podemos ver "amizades" sendo desfeitas (entre aspas porque amizade de verdade não acaba por causa dessas besteiras), pessoas passando a odiar outras e sendo hostis com quem até então fazia parte do seu círculo de amizade e isso me deixa realmente abestalhado. Excluir uma pessoa que está no seu facebook só por estar e de repente se tornou incômoda, eu até entendo, mas fazer uma postagem pedindo que qualquer um que apoie um determinado político o exclua do facebook é, no mínimo, bem babaca e só prova que além de não ligar de verdade para as amizades que cultiva, você não tem coragem para ir e excluir por vontade própria a pessoa.

Mas nós temos que parar e prestar mais atenção (e eu falo isso para todos, inclusive eu, porque sei que nem sempre damos atenção para algo que está fora do nosso habitual), temos que receber a informação de quem discorda de nós, analisar bem a mesma, pegar os pontos que você concorda ou que pode auxiliar como reforço da sua opinião e depois jogar fora aquilo que decididamente não vai tornar o mundo melhor.

Temos que aprender que nada na história do universo teve somente um lado bom ou um lado ruim, tudo tem suas qualidades e seus defeitos e isso é uma grande verdade quando tratamos de ideologias. Eu me identifico mais com a direita, mas tem coisas que eu apoio que eu vejo mais em pauta na bancada da esquerda e tem coisas da (extrema) direita que eu acho babacas em um nível extraordinário e era aí que eu queria chegar com o termo ambidestro.

Quando eu coloquei o título desse episódio de ambidestro, eu fiz isso pensando em uma pessoa que é capaz de absorver tudo que considera bom de todos os lados. Nós não somos máquinas, nós não funcionamos em 0 ou 1, nós somos humanos, com capacidade de pensar, de formar nossas próprias opiniões que vão muito além de 0 e 1, não precisamos "comprar" opiniões pré-estabelecidas de um determinado partido político, nós podemos pegar o que consideramos melhor de cada e tenho certeza que assim a vida vai fica muito melhor para todo mundo.

Esse não foi um texto feito com finalidade de enaltecer ou diminuir algum político ou partido, o objetivo aqui foi igualar. Quis mostrar que por mais que você odeie uma ideologia, pode ter algo dentro dela com a qual você se identifique. Quis mostrar que ideologia deve ser formada por cada indivíduo em específico e não distribuídas para militantes dos partidos. Quis mostrar que a pessoa que está ali discordando é tão humana quanto você e também tem suas ideologias que com sorte vão ser moldadas aos poucos (assim como as suas) e se tornando cada vez mais polida, única e sólida. Enfim, muita coisa pode ter escapado enquanto eu criava esse texto, mas eu espero de verdade que eu tenha passado esses pensamentos pelo menos para algumas pessoas e que essas pessoas não cheguem com 7 pedras na mão para quem discorde delas.
Já faz um tempo que eu disse que veria todas as séries da DC (já vi as da Marvel) e faltava somente Lucifer e Preacher, este último ainda em produção. Apesar de ter visto Lucifer a mais de um mês, eu não cheguei a fazer uma análise, porém isso muda hoje.


A história gira em torno de Lucifer Morningstar, o anjo caído que ficou incumbido de tomar conta do inferno. Lucifer, porém, se cansou de cumprir sua eterna tarefa e decidiu tirar férias do inferno, indo para Los Angeles e abrindo um bar, junto com sua assistente Mazikeen (que é um demônio). A vida do Capiroto começa a mudar quando ele se vê envolvido em um caso policial, mais precisamente com a detetive Chloe Decker, que é imune a tentação do capeta.

Fascinado pela forma que seus poderes não possuem nenhum efeito na detetive, ele começa a se afeiçoar a mesma e acaba dando um jeito de ajudar nos casos da polícia (embora só pela adrenalina), o que torna tudo mais fácil, uma vez que Lucifer tem um poder de persuasão muito forte (para quem joga RPG, é como se ele tivesse bônus de persuasão +100).

A série é interessante por mostrar Lucifer de uma maneira nova. Ao mesmo tempo que ele é o Diabo já conhecido, dá Bíblia, ele é um personagem totalmente novo. Ele é sim um anjo orgulhoso, que se acha superior e que gosta de tentar as pessoas. Por outro lado, Lucifer Morningstar não é a raiz de todo mal, na realidade, ele pune quem é realmente mau (o que não deixa de ser a ideia da Bíblia), ele somente é um cara que gosta da farra, mas não faz mal a ninguém que não mereça.

Bem, esse é mais uma séria baseada em uma HQ da Vertigo e como as outras tem um ar mais adulto em relação às séries baseadas puramente na DC. É uma série excelente, embora mais uma que aborde o tema policial, recomendo demais e agora só falta terminar Preacher para ter visto tudo da Marvel e DC de séries atuais.
Enfim, fiquem com um trailer da série e aproveitem.

Nesse episódio eu vim falar de uma coisa que pode ser um pouco controversa, que é a importância que eu dou aos eSports (no Brasil, atualmente, isso meio que se limita a League of Legends) e o que eu acho desse assunto de uma forma geral.


Eu já vou deixando claro desde o inicio que eu não gosto de League of Legends (LoL), na verdade, não gosto de MOBAs, acho um estilo de jogo chato (questão de opinião) e estou pouco me lixando para os campeonatos de LoL ou DOTA, sendo eles televisionados ou não. E renego o argumento "LoL é o melhor jogo, tanto que é o mais jogado do mundo", já que ser o mais jogado sendo de graça é fácil.

Mas saindo do mérito de LoL ser bom ou não, ele é um eSport (esporte eletrônico/jogo eletrônico) que ganhou uma visibilidade no Brasil (e talvez no mundo) que nenhum outro foi capaz e apesar de MOBAs não serem um estilo de jogo que eu gosto, acho que isso abre portas para uma diversidade muito maior do que ganha visibilidade. Hoje temos somente o LoL com força na televisão, daqui a algum tempo os jogos eletrônicos podem ter tanta visibilidade quanto os esportes convencionais, como futebol e vôlei e isso é maravilhoso.

Os jogos eletrônicos sendo tratados como esporte, é uma coisa boa para todo mundo. É bom para as emissoras que vão ganhar uma quantidade enorme possibilidades de programação. É bom para o espectador que ganhará muito mais opções do que ver na televisão. E é bom para os jogadores, que podem acabar podendo se profissionalizar naquele jogo que tanto gostam.

Só existe uma coisa que eu gostaria de contrariar quando falam de eSports, que é o pessoal falando que é muito mais divertido ver o eSport do que esportes convencionais, eu discordo completamente disso. Acredito que eSports estariam no mesmo patamar dos esportes convencionais, eu gostaria muito mais de ver uma partida de vôlei do que de LoL, mas pararia tudo para ver um campeonato de Rocket League na televisão.

Enfim, apesar de não gostar de LoL, acho ótimo a visibilidade que o mesmo está ganhando no mundo e acharei muito triste se essa visibilidade se limitar à apenas um jogo. Eu gostaria de saber: Que jogos vocês gostariam de ver na televisão e com bastante visibilidade? Os primeiros na minha mente são Brawlhalla e Rocket League.
Se tem algum fã da cultura japonesa que acompanhe esse site, está na hora de ficar esperto porque estou prestes a fazer a análise de um anime que trata de viagens no tempo, assunto que é bastante usado na cultura pop em geral. A análise de hoje será de Boku Dake ga Inai Machi.


O anime gira em torno de Fujinima Satoru, que assim como Max em Life is Strange, demonstra habilidades de viagem no tempo após se deparar com uma borboleta azul (provavelmente também é uma referência à Efeito Borboleta), porém elas são involuntárias e fazem com que ele volte no tempo apenas alguns minutos, o que geralmente dá a ele uma chance de procurar alguma coisa fora do lugar e resolver.

Um dia sua mãe é assassinada e ele se torna suspeito de matar a própria mãe, porém durante sua fuga, Satoru, com 29 anos, volta para a época em que ele tinha 10 anos, que também foi uma época em que ocorreram diversos casos de crianças desaparecidas (assassinadas) e um amigo mais velho acabou levando toda a culpa. Porém Satoru vê a volta no tempo como uma oportunidade de mudar as coisas e fazer a diferença. Com o objetivo de mudar as coisas em mente, ele se torna amigo de Hinazuki Kayo, uma menina de sua sala que ele viu sozinha no parque um dia antes dela desaparecer, o que o levou a se encher de culpa, porém dessa vez ele estava decidido a não deixar que as coisas se repetissem.

Esse anime é lindo de várias formas, para começar, ele me fez pensar: "O que eu faria diferente se eu voltasse aos meus 10 anos de idade?", tenho certeza que não só eu, mas muita gente faria muita coisa diferente. Mas não é aí que a beleza do anime para, quando o protagonista resolve usar sua "segunda chance" para salvar vidas, já é algo bonito, porém a insistência dele é o que mais agrada, nunca desistindo do seu objetivo.

Outra ideia muito linda que o anime passa é que você pode fazer a diferença. É claro que não é possível para nenhum de nós voltar no tempo, mas ver uma história assim nos abre os olhos para situações assim, nos faz perceber que as vezes não é preciso de muito para salvar alguém, basta estender uma mão e você pode estar mudando a vida de alguém.

Enfim, foi um anime que me impressionou bastante, tem uma história maravilhosa que mistura a seriedade de crimes com a inocência de crianças e simplesmente não tem como eu não recomendar essa obra de arte. Para terminar, abertura.

Nessa postagem chegamos a coluna de número 13, número do PT, do Zagallo, do azar e de tantas outras coisas. Com o título dessa matéria que está aí muito mais para ser uma piada do que qualquer outra coisa, a graça vai ficar por esta introdução, porque novamente eu venho para falar de um assunto muito sério (e que está sendo muito falado na mídia), hoje eu vou falar do racismo.

Atriz de Ghostbusters, uma das vítimas mais atuais de racismo.
Apesar de ser um assunto sério e que muita gente luta contra, é um assunto que sempre fica meio apagado da mídia e volta com força total quando acontece algum caso famoso. Dessa vez o assunto veio a tona por causa de ataques direcionado à atriz Leslie Jones, que foi uma das protagonistas do novo caça-fantasmas. Porém não é a primeira e nem a última vez que um caso assim ganha destaque, não faz muito tempo que a repórter global Maju passou por problemas do tipo. E como foi retratado lá no inicio do Pausa Pro Intervalo (ainda em postagem no facebook), racismo é, infelizmente, uma prática meio recorrente nos esportes.

No caso da Leslie Jones em específico, existem diversas pessoas (e existem mesmo, pude constatar em um grupo de jogos que participo) que justificam os ataques racistas com o fato dela ter feito comentários racistas em seu twitter. Eu preciso dizer que NADA vai justificar o racismo, se ela foi racista, existiam diversas formas de atacá-la por isso, mas escolheram usar termos como "gorila" para atacá-la pelo tom de sua pele. Mas a realidade, é que escolheram alguém para atacar por desagrado com o filme, sendo racistas e seres humanos desprezíveis.

Acredito também, que esteja acontecendo uma espécie de banalização do racismo, muitas vezes me deparo com coisas idiotas que usam para acusar racismo (como usar trança) e quando fazem isso, acabam enfraquecendo a credibilidade de uma coisa tão séria. Porém, nada mais é do que burrice do ser humano acreditar que uma revolta por chamarem uma negra de gorila possa ser considerada "mimimi", por mais que existam casos em que parecem querer ditar o que você pode ou não usar (o que é tosco), todo mundo deveria saber onde ficam os limites, deveriam saber que ofender uma pessoa pura e simplesmente pela cor da pele, é errado.

No caso da banalização presente no parágrafo acima, já vou aproveitar para queimar um dos muitos argumentos que aparecem quando se fala de Leslie Jones, que é "o filme é uma merda mesmo". Bem, eu nunca vi nenhum Ghostbusters (embora pretenda ver os antigos ainda esse mês) e não posso emitir opinião sobre os filmes. Um filme ser ruim ou bom, é questão de gosto pessoal e acho que todo mundo está no direito de falar que não gostou do filme ou até que o filme é uma merda. As pessoas tem direito até de não querer ver um filme que não compartilha dos mesmos protagonistas dos clássicos, mas as críticas devem se limitar aos filmes, a partir do momento que você ataca uma pessoa porque fez um filme, já se perde completamente a razão.

E sabendo que é bem capaz de usarem a piadinha que fiz no título da coluna somada ao assunto para me chamar de "esquerdopata", "petralha" ou seja lá o que for, eu já adianto que sou o contrário do petista, eu sou totalmente a favor do capitalismo e acho que socialismo não dá certo (nem comunismo), eu simplesmente não sou um babaca preconceituoso (e isso não engloba só negros, as pessoas também são babacas e preconceituosas com um bando de outras coisas, como homossexuais).

Antigamente eu acreditava que religião e política não deveriam ser tratadas no Pausa Pro Intervalo, o que de certa forma é bom, porque quando criamos o PPI, ainda éramos estudantes do ensino médio e muita coisa mudou (pelo menos na minha cabeça) de lá para cá, muita coisa eu me arrependeria de ter colocado aqui. Mas hoje eu acho que política e religião são assuntos que devem sim ser falados, que é sempre bom ouvir um ponto de vista contrário, para moldar melhor nossas opiniões e deixo o blog aberto para qualquer assunto.

Bem, desde que comecei a coluna, eu sempre tento criar uma chamada relacionada ao assunto tratado, porém não vejo como criar uma boa chamada relacionada a isso, mas como eu falei que o racismo, apesar de ser sério, só é tratado quando estouram casos sobre ele (e esse episódio da coluna, infelizmente é um exemplo disso), gostaria de saber que outros assuntos sofrem do mesmo problema. Que assunto vocês acham que é importante falar? Que assunto vocês acham que precisa de mais visibilidade?

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